Relatório:
As ações da Petrobrás caíram 3% à espera do balanço auditado 2014, déficit do Brasil com o exterior subiu 14%, a Moody´ rebaixou os "anjos caídos" (ou anda pensando em rebaixar) Odebrecht, Brasken, Sabesp, AES Tietê, Bandeirante Energia, Espírito Centrais Elétricas e Energest (o que é reflexo direto e indireto da Lava Jato, além de questões macroeconômicas globais mais profundas como crise hídrica no Sudeste...), a Lei da Terceirização segue em discussão na Câmara dos Deputados, Nissa, Wolks, Mercedz, Peugeot e Honda apresentaram seus novos brinquedos no Salão Internacional do Automóvel de Xangai, Arábia Saudita e "rebeldes" Houthi continuam se enfrentando em Taiz, a União Européia endurece com a Gazprom (e o poder de Putin de controlar os preços na Europa) talvez pelo agravamento da crise energética na Ucrânia, a Comcast (que junto com a 21ts Century Fox e a Walt Disney, formam a joint venture Hulu) ofereceu US$ 45 bilhões pra comprar a Warner (o que levou à repercussões políticas na agência reguladora americana do tema, tendo como opositor o Senador Al Franken), porém a AT&T e a DirectTV dentre outras gigantes também estão de olho no contexto dessas fusões, o senhor Navinder Singh Sarao (da "Flash Crash") - acusado de ter manipulado o mercado e Wall Street em US$ 40 milhões DA SUA CASA num subúrbio de Londres, com um programa de computador - disse num tribunal de Londres que vai se opor à sua extradição para os EUA, a Yahoo cresceu em Mobile Advertising mas o lucro diminui (porque o custo subiu), o Twitter ameaça banir ameaças feitas por meio do site, o Rhodium Group apresentou estudo que mostra que é possível reduzir em até 40% a emissão do gás metano (causador do efeito estufa) com o custo de US$ 0,01 a cada 1000 pés cúbicos do gás, a China continua investindo em cidades americanas como Nova York, o Obama enviou ao Congresso Americano proposta de acordo coma China de 30 anos de cooperação nuclear para fins pacíficos, terça-feira passada a China lançou oficialmente a segunda fase do projeto nacional de pesquisa para transformar o país na maior potência industrial do mundo, China e EUA aprofundam suas relações e cooperação militar, segue o mal-entendido diplomático entre de Shinzu Abe e Washington (e China e Coréia do Sul) sobre declarações relativas à agressões do Japão à China e Coréia na Segunda Guerra Mundial, em Paris segue a busca pelo autor de um atentado frustrado no domingo passado, a Alta e Baixa Normandia será uma única região a partir de janeiro de 2016 (reacendendo a rivalidade histórica entre as cidades de Rouen e Caen), na Alemanha segue o julgamento com Oskar Grönig sobre Auschwitz, o Pentágono (EUA) demanda mais gastos militares na Europa, o "homem de ferro" da vida real (Elon Musk, dono da Tesla Motors, que quase está sendo comprada pelo Google) lançou uma bateria mais eficiente, o governo espanhol chamou para consultas o Embaixador espanhol em Caracas (e Caracas declarou o ex-presidente espanhol Felipe Gonzáles "persona non grata"), o Supremo Tribunal espanhol mandou arquivar os casos de genocídio no Tibet perpetrado por cidadãos espanhóis (e a perseguição do grupo espanhol Falun Gong), o Supremo Tribunal brasileiro (na verdade, UM MINISTRO) declarou que a imunidade tributária constitucional sobre livros e periódicos não se estende (mais) às chapas destinadas a prensar os livros e periódicos, o Superior Tribunal de Justiça do Brasil declarou que cerveja com 0,5% de álcool ainda deve ser considerada "sem álcool", o Parlamento italiano aprovou o "divórcio rápido" (o prazo do divórcio consensual é de 6 meses, com ou sem filhos menores), a Telecom Italia foi notificada pelas autoridades italianas por eventuais cobranças indevidas em chamadas fixas aos cidadãos, a xenofobia domina a discussão política na África do Sul (e região), o distante Pravda critica a machista lei das empregadas domésticas do Paraguai e tem mais notícias dos EUA do que da própria Rússia, a presidente argentina Cristina criticou dos EUA a restrição dos EUA à importação de carne argentina e disse que vai mexer com energia nuclear na argentina (enquanto seguem denúncias de fraude eleitoral na Província de Santa Fé), Ban Ki-moon segue articulando na ONU e pedindo a diminuição do extremismo e intolerância no mundo, o Paraguai preocupado com diminuir o suborno dos seus policiais rodoviários (uma praga epidêmica no país), o brasileiro gastou 18% menos no exterior em março de 2015 (por causa do dólar), a produção recorde em Carajás resultou em 5% de alta na produção da Vale do Rio Doce (e a líder mundial em mineração anglo-australiana BHP Billiton cresceu 20% no mesmo primeiro trimestre), funcionários da Mercedes entraram em greve dia 22/04/2015 no ABC Paulista (a empresa demitiu 500 dia 17/04/2015), segue a discussão sobre a plutocracia da PEC 352, sobre a guerra marítima do petróleo (Diplomatique Brasil), a mídia de brincadeira da Grécia, a multinacional indiana "Tata" segue firme e forte, a juventude da Nigéria começa a se manifestar e influenciar, no Senegal a "Y en a Marre" (Yeam) exerce real influência politica, e a "Le Balai Citoyen" parece contaminar o povo de Burkina Faso, o monstruoso lago de "Brushy Fork" (em Coal Valley) nos Apalaches americanos continua a desafiar a equação do equilíbrio ambiental-crescimento econômico, Kim Jong-un se aproxima de Putin, e São Paulo ainda sem água.



Síntese:
O ajuste fiscal do governo federal parece ter criado um efeito doppler tributário, pois os governos estaduais começaram a encaminhar às Assembléias Legislativas dos Estados os respectivos "pacostes fiscais" estaduais, como já ocorreu com Piauí e Paraná por exemplo. Simetricamente, os Municípios (começando pelas capitais dos Estados) tendem a se comportarem de forma mais rápida e estreita (conforme o efeito Doppler) em matéria fiscal. O balanço auditado da Petrobrás saiu: mais de R$ 21 bilhões de prejuízo em 2014, considerando a corrupção no balanço.
O débito total do governo da China chega a US$ 28 trilhões (tente escrever esse número...): é igual a 282 vezes o PIB da China, ao mesmo tempo em que as megapetrolíferas e análogas (Exxomobil e Royal Dutch Shell, principalmente, além da estatal Petrochina) se assombram com a possibilidade de uma crise no preço e oferta do petróleo após o corte generalizado nas despesas quando no médio prazo a população mundial crescer e exigir mais energia: esse foi o alerta lançado no IHS Cera Week Energy Conference, em Houston. O novo telefone sem fio do Google e o novo Apple Wacth parecem puxar a NASDAQ e a NASDAQ-100 (NDX).
Quem tem ações da Petrobras deve pedir algum conselho pra sogra ou olhar o longo prazo (minha sugestão): Kondratiev... ciclos longos (é verdade que o Kondratiev falava em ciclos de 40 anos, mas sejamos mais otimistas). Com relação à nova Lei das Terceirizações (Projeto de Lei 4.330 da Câmara dos Deputados do Brasil), é bom ficar atento(a), porque a aprovação sem emendas no projeto inicial pode jogar pra cima o valor momentâneo das ações em geral, e a reprovação do projeto ou aprovação com emendas anti-empresa pode levar ao efeito contrário no mercado de capitais.
Atenção nas ações na empresa Bertolini (e da cadeia do aço), fabricante brasileira de móveis de aço brasileira: com a aproximação dos EUA e Cuba, a Bertolini previu o aumento das vendas para Cuba com o aumento de remessas de valores de parentes que vivem no exterior (principalmente EUA) para parentes que vivem em Cuba (a Bertolini já vende atualmente para as 2 maiores redes de lojas estatais de móveis de Cuba).
Para possibilitar a passagem dos meganavios "post-panamax" que transportam até 12.000 contêineres (e a ameaça de gente do calibre do dinamarquês Soeren Skou, presidente da Maersk, que já cogitou trocar o Canal do Panamá pelo Canal de Suez para abastecer a Costa Leste dos EUA de produtos asiáticos), a ampliação do Canal do Panamá pode gerar oportunidades em Infraestrutura, Logística e Serviços, e levantar faturamento e lucros e as ações das empresas que operam no Canal do Panamá. O Brasil lá no Panamá é Odebrecht, mas tem empresas espanholas (Sacyr Vallehermoso), italianas (Impreglio), Belga (Jan de Nul), e as panamenhas Construtora Urbana de Panamá e , além de empresas dos EUA, Reino Unido, Japão Coréia, China e Cingapura. É bom lembrar que a empresa chinesa (Hong Kong Nicaragua Canal Development (HKND), do "iluminati" (para os adeptos...) Wang Jing (também dono da Beijing Xinwei Telecom Technology Co.), firmou contrato e vai derramar US$ 50 bilhões na inóspita Nicarágua (rival histórica do Panamá quando o assunto é Canal Atlântico-Pacífico), e vai construir e operar por 50 anos o CANAL DA NICARÁGUA, divulgado em 2014, que terá o triplo da extensão do Canal do Panamá (278 km): mais uma oportunidade para ficar de olho nas ações da HKND e empresas coligadas, além de negócios locais que serão afetados pela inércia dos US$ 50 bilhões chineses que se esparramarão pela Nicarágua, mesmo contabilizando o que vai pro ralo pela corrupção.
A gigante de comunicações brasileira Rede Globo completa 50 anos, e isso pode gerar investimentos, e novamente valorização e oportunidades.O vulcão Cabulco no Sul do Chile (cidade de Puerto Montt, região dos Lagos) pode impactar na economia regional, em especial nas empresas aéreas da região sul da Argentina (Bariloche) e Chile.
Os Fundos Privados têm crescido e rendido muito no Brasil e no mundo. Nos EUA, um Private Equity que tem se destacado (muito) é o Providence Equity Partners, cujo fundador é o bilionário da agência de publicidade Jonathan M. Nelson. O maior Fundo Privado conhecido do mundo é o americano Blackstone, do qual o fundo brasileiro Pátria é sócio.
O Fundo brasileiro Pátria está engolindo as grandes empresas e indústrias em ascensão no Brasil: Anhanguera Educacional, Casa do Pão de Queijo e Drogasil são exemplos. É interessante notar que em muitos casos os cotistas (e até cotistas majoritários) são "family offices": fortunas pessoais de famílias.
O Pátria captou R$ 1,8 bilhão no final de 2014 com um de seus fundos. O Gávea, fundado por Armínio Fraga, tem captado mais que R$ 1 bilhão na transição 2014/2015. Em 2010/2011 a indústria da Private Equity no Brasil levantou mais de R$ 12 bilhões (média do faturamento bruto anual de todos os quase 12.000 cartórios extrajudiciais no Brasil). Estudos da KPMG mostram que os fundos não tem preferência por nenhum setor em particular: buscam rentabilidade e mais nada. O estudo da KPMG mostra que a tendência de investimentos dos Fundos para 2015 é distribuída da seguinte forma: energias renováveis 21%, Agronegócio, TI e Infraestrutura 18%, Saúde, Medicina e Estética 15%, Indústria e Serviços 13%, EDUCAÇÃO 12%, Shopping Centers e Varejo 10%, Construção Civil 9%, Transportes 7%, Turismo 6% e Mineração 4%. Ainda segundo a KPMG, de 2011 a 2013 houve crescimento de 58% do capital comprometido dos Private Equity no Brasil. O capital ESTRANGEIRO nos Private Equity tem crescido: em 2011, 54% era estrangeiro, e em 2013, 60% era capital estrangeiro. Ainda, em 2013, do total de capital comprometido com os Private Equity, R$ 14 bilhões eram de Fundos de Pensão Brasileiros, R$ 7 bilhões de outros investidores nacionais, R$ 8 bilhões de PESSOAS FÍSICAS (Family Offices), R$ 18 bilhões do próprio Fundo Gestor, R$ 31 bilhões de INVESTIDORES INSTITUCIONAIS INTERNACIONAIS, R$ 17 bilhões de Outros Investidores Nacionais, e R$ 5 bilhões DE OUTROS (genéricos...?). Ainda segundo a KPMG, em 2013, os setores que mais aplicaram nos Private Equity, foram, nessa ordem: 1) Próprio Fundo Gestor, 2) OUTROS (???), 3) FUNDOS DE PENSÃO NACIONAIS, 4) Investidores Internacionais, e 5) FAMILY OFFICES (pessoas físicas). A relação de Investimentos em Private Equity/PIB Brasil cresceu de 0,34% em 2012 para 0,37% em 2013. Considerando que essa relação nos EUA em 2013 foi de 1,02%, calcula-se (ou especula-se...) que o Brasil teria vocação para atrair uma média R$ 49 bilhões/ano a partir de 2013. Considerando os protestos e crise na Petrobras, esse número pode variar pra baixo (ou muito pra cima, dependendo da conjuntura internacional e os rumos das Bolsas de Valores e os caminhos das grandes fusões indicar a artificialidade da crise brasileira, orquestrada pelos grandes Fundos Privados mundiais + Shellm/ Exxonmobil). Em 2013 os desinvestimentos (vendas de IPO´s e ações em Bolsa de Valores) chegou a 71%, frente a 46% em 2012. Em 2013 os desinvestimentos diminuíram 4%, mostrando a firmeza do Mercado de Private Equity. Em 2013, o valor do desinvestimento médio por empresa foi de R$ 74 milhões.
Os fundos americanos Carlyle (cotista da CVC e Tok&Stok, por exemplo) e Advent estão cheirando bons negócios no Brasil há algum tempo. Rumores indicam que o BTG que captar R$ 1,5 bilhão em 2015 com um Fundo.
O Líder do PT na Câmara disse dia 27/04/2015 que o pacote do governo para infraestrutura pode chegar a R$ 150 bilhões, o que pode aquecer esse mercado, e a sede dos Fundos Privados pelas empresas que morderem esse dinheiro (talvez novas empresas... com o Avalanche e Efeito Dominó da Operação Lava-Jato).
Fontes:
http://www.folha.uol.com.br/
http://www.estadao.com.br/
http://www.nytimes.com/
http://www.chinadaily.com.cn/
http://www.lemonde.fr/
http://www.spiegel.de/
http://www.iol.co.za/capetimes
http://elpais.com/
http://www.clarin.com/
http://english.pravda.ru/
http://www.abc.com.py/
http://www.corriere.it/
http://www.stf.jus.br
http://www.stj.jus.br
http://www.diplomatique.org.br/
http://cidadeverde.com/contabilidade/67370/governo-do-estado-apresenta-pacote-fiscal-na-assembleia-legislativa
http://www.bloomberg.com/
http://www.mckinsey.com/insights/mgi
http://www.nasdaq.com/
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2014/12/141219_nicaragua_ru
http://g1.globo.com/mundo/noticia/2014/08/canal-do-panama-completa-100-anos-em-expansao-veja-imagens-historicas.html
http://www.brasil247.com/pt/247/revista_oasis/172745/Canal-do-Panam%C3%A1-O-passo-das-Am%C3%A9ricas-se-alarga.htm
http://www.nytimes.com/2015/04/26/business/the-firm-that-grew-too-fast.html?hpw&rref=business&action=click&pgtype=Homepage&module=well-region®ion=bottom-well&WT.nav=bottom-well&_r=1
http://www.kpmg.com/br/pt/estudos_analises/artigosepublicacoes/paginas/private-equity-brasil-2014.aspx
http://exame.abril.com.br/negocios/noticias/fundos-de-private-equity-devem-levantar-us-8-bilhoes