A ideologia é nada mais que uma forma de moldar as pessoas e o mundo de acordo com os interesses particulares de alguns poucos. Por isso, nada é mais elitista que o comunismo ou o populismo. O liberalismo, por outro lado, retira do indivíduo o direito de culpar os governantes corruptos ou o Estado ou as outras pessoas em geral pelas suas escolhas pessoais equivocadas e mal calculadas. Logo, a ideologia é a mãe de todas as covardias.
sábado, 6 de junho de 2015
A ideologia.
A ideologia é nada mais que uma forma de moldar as pessoas e o mundo de acordo com os interesses particulares de alguns poucos. Por isso, nada é mais elitista que o comunismo ou o populismo. O liberalismo, por outro lado, retira do indivíduo o direito de culpar os governantes corruptos ou o Estado ou as outras pessoas em geral pelas suas escolhas pessoais equivocadas e mal calculadas. Logo, a ideologia é a mãe de todas as covardias.
segunda-feira, 25 de maio de 2015
Teorema de Coase.
O genial economista britânico Ronald Harry Coase foi laureado com o Prêmio Nobel de Economia em 1991 por sua contribuição na área da Microeconomia, com a "Teoria da Firma". Em síntese, essa Teoria diz que uma Empresa tende a crescer na medida em que ela internaliza os custos de transação de um determinado produto. Ronald Coase colaborou com o surgimento de uma Disciplina que ficou conhecida como "Análise Econômica do Direito" (Law & Economics). Especificamente, o denominado "Teorema de Coase" estabelece que:
"num conflito de interesses, se as partes são limitadas e claramente identificáveis, a melhor alocação dos recursos materiais e econômicos (melhor custo-benefício) ocorrerá através da NEGOCIAÇÃO PRIVADA entre as partes, INDEPENDENTEMENTE DAS ATRIBUIÇÕES JURÍDICAS DOS DIREITOS DE PROPRIEDADE (do que a Lei ou o Juiz diga que está certo)".
A crítica e idéia central do Teorema de Coase é o CUSTO SOCIAL DA SOLUÇÃO JUDICIAL. Coase notou essa Lei analisando as determinações da Comissão Federal de Comunicações dos EUA (FCC - "Federal Communications Commission"), e escreveu um artigo sobre o assunto em 1959. Coase observou que a forma como a FCC distribuia unilateralmente o espectro das frequências eletromagnéticas para as estações de Rádio e usuários não era a mais eficiente, e descobriu que quando os particulares podiam negociar livremente entre si as frequências se atingia a melhor alocação dos recursos (melhor custo-benefício), independentemente da definição legal (jurídica) de propriedade.
Um exemplo é o seguinte: imaginemos que um empresário, aproveitando o baixo preço de locação do imóvel, inaugure uma Academia de Yoga ao lado de uma Fábrica Têxtil legalmente instalada num determinado imóvel de uma cidade. Depois de algumas semanas de funcionamento da Academia de Yoga, o empresário do ramo de Yoga percebe que fez uma péssima escolha para o local do seu empreendimento, pois o barulho provocado pelas máquinas da Fábrica Têxtil tornam a atividade-fim (de Prestação de Serviços de Aulas de Yoga) simplesmente impraticável. O empresário do Yoga então consulta o seu Advogado, que propõe uma solução jurídica tradicional: uma Ação de Indenização (cujo valor é uma estimativa do faturamento mensal da Academia de Yoga) com pedido LIMINAR DE INTERRUPÇÃO DAS ATIVIDADES DA FÁBRICA TÊXTIL, e o processo vai durar no mínimo 5 anos.
O Teorema de Coase propõe que a melhor (mais barata) solução vai ocorrer por meio da Negociação Particular direta entre o empresário do Yoga e o empresário da Fábrica Têxtil, tendo como parâmetros: 1) Os custos das alternativas para a solução do problema, 2) a Parte causadora do Problema deve ter maior gasto na solução (a parte causadora do problema deve "Internalizar" o seu Erro). As alternativas da Negociação Particular são as seguintes:
a) o empresário do Yoga paga para o empresário Têxtil ir para outro imóvel.
b) o empresário Têxtil paga para o empresário do Yoga ir para outro imóvel.
c) os empresários Têxtil e de Yoga dividem por igual o custo da Fábrica Têxtil mudar de endereço.
d) os empresários Têxtil e de Yoga dividem por igual o custo da Academia de Yoga mudar endereço.
e) o empresário Têxtil paga sozinho um Serviço de Isolamento Acústico de toda a Academia de Yoga.
f) o empresário do Yoga arca sozinho com todos os custos de um Serviço de Isolamento Acústico de toda a Academia de Yoga.
g) o empresário do Yoga arca sozinho com todos os custos de um Serviço de Isolamento Acústico de toda a Fábrica Têxtil.
h) o empresário Têxtil arca sozinho com todos os custos de um Serviço de Isolamento Acústico de toda a Fábrica Têxtil.
g) o empresário Têxtil DIVIDE com o empresário do Yoga todos os custos de um Serviço de Isolamento Acústico de toda a Academia de Yoga.
h) o empresário Têxtil DIVIDE com o empresário do Yoga todos os custos de um Serviço de Isolamento Acústico de toda a Fábrica Têxtil.
Para o Teorema de Coase, qualquer tipo de invocação de direito de propriedade é irrelevante e inútil para se chegar no menor gasto possível para resolver o problema. Logo, uma solução possível é encontrar o menor Custo dentre todas as soluções possíveis:
1) a Academia de Yoga se instalar em outro imóvel;
2) remoção da Fábrica Têxtil para outro endereço;
3) isolamento Acústico da Fábrica Têxtil;
4) isolamento Acústico da Academia de Yoga.
Depois, verificar qual é o menor Custo (que será a solução escolhida). Suponhamos que, neste caso, o menor Custo ocorre com a mudança da Academia de Yoga para outro imóvel (outro endereço). Em seguida, é fundamental identificar claramente quem foi o RESPONSÁVEL PELO CONFLITO (quem "externalizou uma internalidade" = quem Errou). Nesse caso, claramente o responsável pelo conflito foi o Empresário do Yoga (por escolher mal o imóvel para a instalação do seu negócio), logo, ele deve arcar proporcionalmente mais com o custo da solução mais barata (mudança de Endereço da Academia de Yoga). Assim, por exemplo, suponhamos que o Custo para a Academia mudar de endereço seja de R$ 20.000. O "senso comum" sugere que ambos os empresários (da Fábrica Têxtil e do Yoga) devem arcar cada um com metade desse custo (R$ 10.000 cada um), e suponhamos que o Empresário do Yoga estivesse disposto a gastar até R$ 9000 com Advogado e Custos do Processo para obter uma Solução Judicial. Portanto, o valor que o Empresário do Yoga estaria disposto a gastar com Advogado e Custos do Processo é exatamente o valor que o Empresário do Yoga deve pagar a mais para resolver o Problema: ou seja, o Empresário do Yoga deve arcar com R$ 19.000 = R$ 10.000 (metade do Custo) + R$ 9.000 (Custo com Advogado e Custos do Processo) (dos R$ 20.000 de Custo para a Academia de Yoga mudar de Endereço), e o Empresário Têxtil deve arcar com R$ 1000 para resolver imediatamente o problema, e ELIMINAR A POSSIBILIDADE de Êxito da Ação de Indenização ou, o que é mais grave, ou de uma Decisão Judicial Liminar (antecipada).
Como se nota, a TRANSPARÊNCIA TOTAL na NEGOCIAÇÃO PARTICULAR entre as partes é FUNDAMENTAL para que se possa aplicar o Teorema de Coase: enxergar e verificar os Custos Objetivos envolvidos para se Resolver o Problema e a identificação precisa dos Erros Humanos causadores do Conflito de interesses dos empresários. Assim, fica claro que a solução judicial será a única alternativa quando não houver TRANSPARÊNCIA e BOA-FÉ na busca da solução do conflito entre os empresários.
Referências:
https://www.youtube.com/watch?v=ZnhZn1vkV_w
http://www.contabilidade-financeira.com/2012/08/teorema-de-coase.html
http://investimentosesustentabilidade.blogspot.com.br/2010/02/teorema-de-coase-meio-ambiente-e.html
http://www.ppge.ufrgs.br/giacomo/arquivos/quest-eco/externalidades.pdf
terça-feira, 19 de maio de 2015
Entropia Negativa Consultoria Empresarial.
Recomendamos os nossos colegas da Entropia Negativa Consultoria Empresarial: Ciência, Pragmatismo e Objetividade na resolução do seus problemas e da sua empresa.
http://entropianegativaconsultoria.blogspot.com.br/
entropianegativaconsultoria@gmail.com
Abraços.
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Aos nosso fãs que não curtem esse Blog, gostaríamos de dizer existe um "x" no canto direito da aba do seu navegador. É só clicar nesse "x", fechar a página e sair do blog.
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;) ;) ;)
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quarta-feira, 13 de maio de 2015
Gerenciamento de Projetos (PMBOK) e Excelência Gerencial.
Existe um Livro chamado "PMBOK": Um Guia do Conhecimento em Gerenciamento de Projetos (Guia PMBOK: "Project Management Body of Knowledge" (Manual de Conhecimento sobre Projeto)). Esse um daqueles livros que provavelmente o indivíduo não vai ouvir falar na faculdade (ao menos que se especialize nessa área), e talvez nunca ouvirá falar na vida, por uma razão simples: é um GUIA PRÁTICO. As universidades estão entupidas de centenas de milhares de livros teóricos que falam e descrevem como as coisas deveriam ser ou ao menos como são na modelagem da linguagem utilizada (matemática, vernáculo, retórica ou outra linguagem). Exemplo: um físico pode explicar através centenas de equações matemáticas e muitos livros e teorias como e porque um prédio não desaba, mas é um MANUAL (DE ENGENHARIA) que possibilita a construção desse mesmo prédio que não desaba no menor prazo possível e com o menor custo possível. O PMBOK é esse manual para os PROJETOS de uma EMPRESA (e para qualquer projeto de vida em geral). Atualmente o PMBOK se encontra na 5ª edição: as primeiras tentativas de documentar as PRÁTICAS DE GESTÃO (GERÊNCIA) DE PROJETOS surgiu em 1983, e a 1ª edição do PMBOK surgiu em 1996, a 2ª em 2000, a 3ª em 2004, a 4ª em 2008, e a 5ª em 2013. Existem traduções em Árabe, Chinês, Francês, Alemão, Italiano, Japonês, Coreano, Português, Espanhol e Russo.
O PMBOK é organizado pelo PMI (Project Management Institute), que é uma instituição internacional dedicada a pesquisas em GESTÃO DE PROJETOS, cuja sede fica na Filadélfia, Pensilvânia (EUA). OU SEJA, É UM LIVRO COLETIVO (ANÔNIMO, DE CERTA FORMA). Os principais objetivos do PMI são:
1) formular padrões profissionais de gestão de projetos;
2) gerar conhecimento através da investigação,
3) promover a profissionalização da gestão de projetos por meio de programas de certificação.
A 5ª edição do PMBOK traz os seguintes capítulos:
1) INTRODUÇÃO
2) INFLUÊNCIAS ORGANIZACIONAIS E CICLO DE VIDA DO PROJETO
3) PROCESSOS DE GERENCIAMENTO DE PROJETOS
4) GERENCIAMENTO DA INTEGRAÇÃO DO PROJETO
5) GERENCIAMENTO DO ESCOPO DO PROJETO
6) GERENCIAMENTO DO TEMPO DO PROJETO
7) GERENCIAMENTO DOS CUSTOS DO PROJETO
8) GERENCIAMENTO DA QUALIDADE DO PROJETO
9) GERENCIAMENTO DOS RECURSOS HUMANOS DO PROJETO
10) GERENCIAMENTO DAS COMUNICAÇÕES DO PROJETO
11) GERENCIAMENTO DOS RISCOS DO PROJETO
12) GERENCIAMENTO DAS AQUISIÇÕES DO PROJETO
13) GERENCIAMENTO DAS PARTES INTERESSADAS DO PROJETO
O "Anexo A1" da 5ª edição do PMBOK fala sobre o interessante tema do "Padrão de Gerenciamento de Projetos de um Projeto". Assim, "gerenciar um projeto" inclui:
1) Identificar requisitos,
2) Adaptação às diferentes necessidades, preocupações e expectativas das partes interessadas à medida que o projeto é planejado e realizado,
3) Estabelecer e manter a comunicação ativa com as partes interessadas,
4) Balanceamento das restrições conflitantes do projeto que incluem, mas não se limitam, a:
4.1) Escopo,
4.2) Qualidade,
4.3) Cronograma,
4.4) Orçamento,
4.5) Recursos,
4.6) Riscos.
O "Apêndice X3" fala sobre "Habilidades Interpessoais". Elas são as seguintes:
1) Liderança,
2) Desenvolvimento de Equipe,
3) Motivação,
4) Comunicação,
5) Influência,
6) Processo Decisório,
7) Conhecimento Político e Cultural,
8) Negociação:
8.1) Analisar a situação,
8.2) Diferenciar entre desejos e necessidades, de todos os interessados,
8.3) Focar nos INTERESSES E QUESTÕES, ao invés de POSIÇÕES (OPINIÕES),
8.4) Solicitar muito e OFERECER POUCO, MAS SER REALISTA,
8.5) Ao fazer uma concessão, haja como quem concede algo de valor, não simplesmente ceda,
8.6) Ambas as partes devem se sentir VITORIOSAS. Sempre que possível, NUNCA PERMITA que a outra parte se retire sentindo que se tirou vantagem dele ou dela,
8.7) Escutar com ATENÇÃO e COMUNICAR-SE DE MANEIRA CLARA.
9) Estabelecimento de confiança,
10) Gerenciamento de Conflitos,
11) Coaching (meio de desenvolvimento da EQUIPE DO PROJETO para que (a equipe) alcance NÍVEIS MAIS ALTOS DE COMPETÊNCIA E DESEMPENHO, através do reconhecimento pelas pessoas (membros da equipe) do seu potencial individual por meio de DAR PODER E DESENVOLVER).
Observe atentamente quantas habilidades interpessoais certamente você NÃO TEM.
Basicamente, o PMBOK é IDENTIFICAR, PLANEJAR, CONTROLAR, CONDUZIR, CONTROLAR, REALIZAR, MOBILIZAR, DETERMINAR, ESTIMAR, DESENVOLVER, SEQUENCIAR, DEFINIR, CRIAR, VALIDAR, COLETAR, ENCERRAR, MONITORAR, ORIENTAR, GERENCIAR questões e problemas relacionados às seguintes variáveis: 1) Entradas, 2) Ferramentas e Técnicas, e 3) Saídas.
O PMBOK fala que, em qualquer Projeto, temos os seguintes Processos: 1) Iniciação, 2) Planejamento, 3) Execução, 4) Monitoramento e Controle, e 5) Encerramento.
O PMI nasceu em 1969 por iniciativa de 5 voluntários. Hoje, existem por volta de 250.000 pessoas no mundo certificadas pelo PMI em Gestão de Projetos: 0,003571% da população mundial (de 7 bilhões de pessoas). É uma boa oportunidade profissional, ou não é ? Mesmo que, numa situação loucamente fictícia, os profissionais com Certificação PMI aumentassem 100.000% amanhã (25 milhões de profissionais certificados), mesmo assim ainda os profissionais com certificado PMI não chegariam a 0,5% da população mundial. S-I-N-I-S-T-R-O...
O PMI informa que, na média, os profissionais com certificação PMI com mesmo tempo de carreira e experiência ganham de 5% a 10% mais que os profissionais sem certificação PMI.
O PMBOK é a Bíblia Sagrada de muita gente, como por exemplo o povo da Engenharia de Software. O PMI oferece atualmente as seguintes 8 certificações:
1) CAPM - Técnico em Gerenciamento de Projetos.
2) PfMP - Profissional de Gerenciamento de Portfolio.
3) PMI-PBA - Profissional em Análise de Negócios.
4) PMP - Profissional de Gerenciamento de Projetos.
5) PMI-SP - Profissional em Gerenciamento de Cronograma.
6) PMI-RMP - Profissional em Gerenciamento de Riscos.
7) PgMP - Profissional em Gerenciamento de Programas.
8) PMI-ACP - Profissional em Métodos Ágeis.
A PMI Brasil organiza vários eventos e emite certificados. No próximo dia 15 de junho acontece o X Congresso Brasileiro de Gerenciamento de Projetos, em Recife Pernambuco, e no dia 05 de Agosto ocorre o Congresso Brasileiro do Capítulo do PMI Santa Catarina, por exemplo...
8) PMI-ACP - Profissional em Métodos Ágeis.
A PMI Brasil organiza vários eventos e emite certificados. No próximo dia 15 de junho acontece o X Congresso Brasileiro de Gerenciamento de Projetos, em Recife Pernambuco, e no dia 05 de Agosto ocorre o Congresso Brasileiro do Capítulo do PMI Santa Catarina, por exemplo...
Quanto à origem e contexto profissisonal, o PMBOK lembra o Livro "Segurança Máxima" (Maximum Security") (Editora "Campus", no Brasil), que É UM LIVRO ANÔNIMO DE AUTORIA DE UM HACKER. O Mercado (que precisa do "selo de legalidade" do Estado para existir) precisou dar nomes aos "anônimos" do PMBOK, institucionalizando (e legalizando) o costume: o PMI. Assim como Java não é uma linguagem de Programação (É UMA TECNOLOGIA), o PMBOK NÃO É UM LIVRO (é um Projeto). No caso do PMBOK, os "autores" são Presidentes, Vice-Presidentes, Diretores e Gerentes de Multinacionais, além de pesquisadores e professores universitários da área.
É fundamental lembrar que praticamente qualquer coisa pode ser um PROJETO: emagrecer 20 kilos, terminar o namoro, passar no concurso pra juiz federal, fazer um aplicativo criativo pra celular, casar, fazer o ajuste fiscal de um país, organizar um churrasco, arrumar um trabalho ou dobrar o faturamento de uma empresa. Na linguagem do PMOBK (página 3 da 5ª edição), "Projeto" é um esforço temporário empreendido para criar um produto, serviço ou resultado único."
Da Gerência do Google à gerência do seu namoro: PMBOK.
Agora... imagine o estrago (para os concorrentes né... rsrsrs...) que você pode fazer no seu empreendimento dominando o PMBOK...
Até mais.
Referências:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Project_Management_Body_of_Knowledge
http://www.pmi.org/
http://brasil.pmi.org/
http://www.estantevirtual.com.br/b/editora-campus/seguranca-maxima-o-guia-de-um-hacker/1673572077
quinta-feira, 7 de maio de 2015
R$ 220 milhões no Brasil da Seagreen, US$ 50 milhões na Inglaterra-Irlanda, e o itbit.
A Folha de SP informa que a italiana Seagreen, do ramo de fertilizantes, vai derramar R$ 220 milhões em 2015/2016 no Brasil. O plano é até 15 fábricas até 2020 no Brasil, em SP (Ribeirão Preto), PR (Londrina, Cascavel, Ponta Grossa), SC, MT, MS e GO (média de R$ 60 milhões em cada uma). Ponta Grossa-PR vai receber R$ 60 milhões em primeiro lugar.
Ainda, a Belmond (que trabalha com hotéis, trens e cruzeiros de luxo) investirá mais de US$ 48 milhões em um Hotel em Londres, além de outro investimento em um trem de luxo entre Dublin e Belfast (Irlanda), que será uma "joint venture", e deverá ser inaugurado em 2017. No Brasil, a Belmond controla e administra o Hotel Copacabana Palace (Rio de Janeiro-RJ), e o Hotel Cataratas (em Foz do Iguaçu-PR), que é uma concessão (porque é propriedade do governo federal brasileiro, por ficar dentro de um Parque Nacional: o Parque Nacional do Iguaçu. O Diretor Mundial da Belmond (Andrea Filipi) informa que a empresa está de olho no Nordeste brasileiro.
Ainda, a Embratur informa que o número de vôos internacionais para o Brasil cresceu 7,39% no primeiro quadrimestre de 2015 (em relação à 2014), e imensa maioria dos turistas regionais são argentinos, seguidos dos chilenos.
O itbit (o equivalente de "ação" do mercado de capitais para bicoin) obteve a licença legal para ser negociada no Estado de Nova Iorque, EUA (pelo superintendente do Departamento de Serviços Financeiros do Estado de Nova Iorque, Benjamin M. Lawsky. O itbit tem escritórios em Nova Iorque e em Cingapura, já capitalizou US$ 25 milhões e tem como membros administradores o o ex-senador de New Jersey Bill Bradley, a ex-executiva da Corporação Federal Depósito de Seguros dos EUA Sheila C. Bair e o diretor do Morgan Stanley Robert H. Herz. O itbit terá o status de um Banco, e tudo indica que o itbit inicialmente será aberto a grandes investidores e instituições financeiras num primeiro momento. itbit é o futuro.
A empresa Alibaba perdeu R$ 70 bilhões de dólares em valor de mercado desde que fez o seu IPO na Bolsa de Nova Iorque no final de 2014, e trocou (Jack Ma, o fundador da Alibaba, trocou né...) o seu CEO: sai Jonathan Lu e entra Daniel Zhang. Em Setembro de 2014 o polêmico Jack Ma (o chinês fundador do Alibaba, que dizem que sabia muito pouco de internet até pouco tempo atrás) captou, com a Alibaba, US$ 25 bilhões da NYSE (New York Stock Exchange - Bolsa de Valores de Nova Iorque), e declarou: "Pobre aos 35 anos ? A culpa é sua ! (...) Cresça ou volte para casa. Ser pobre não garante a caridade e o amor dos outros. Ninguém terá pena de você".
Referências:
http://www.folha.uol.com.br/
http://www.nytimes.com/
https://www.itbit.com/
http://www.lemonde.fr/economie/
http://exame.abril.com.br/negocios/noticias/fortuna-de-jack-ma-aumenta-para-us-13-bilhoes-em-meio-a-ipo
http://www.tecmundo.com.br/comercio-eletronico/63673-pobre-ainda-35-anos-culpa-diz-jack-ma-criador-alibaba.htm
A idéia da Eficiência como Sintropia Econômica.
O dicionário traz uma definição aproximada de eficiência: "eficiência é atingir o resultado com um mínimo de perda de recursos, isto é, fazer o melhor uso possível do dinheiro, do tempo, materiais e pessoas".
Pois é... pois é...
Existe um conceito lindo em Termodinâmica (ramo da Física Clássica-Newtoniana, que analisa os efeitos e causas das alterações de temperatura, pressão e volume de um sistema físico) chamado "entropia". Antes de falar da entropia, gostaria de lembrar um detalhe colossal na história da Física: foi estudando a TERMODINÂMICA DO CORPO NEGRO (especificamente a "Radiação do Corpo Negro") que o senhor Max Plack fundou a FÍSICA QUÂNTICA. Pra mim, isso faz muito sentido, porque a matéria menos quantificável da Física Newtoniana e mais estatisticamente sinistra sempre foi a Termodinâmica. As 3 leis da Termodinâmica são: 1ª) a energia se conserva nos processos térmicos, 2ª) a entropia de um sistema físico tende a aumentar com o tempo, 3ª) a entropia de um sistema no zero absoluto é uma constante (postulado de Walther Nernst).
A "entropia" é um conceito termodinâmico que "mede" o grau de desorganização de um sistema físico. A entropia, pela sua natureza bizarra para a compreensão humana, tem despertado as variadas interpretações, inclusive místicas (link abaixo). O próprio Schrödinger se surpreendeu com a aplicação da idéia de entropia à vida, ao corpo humano. Num livro chamado "O que é Vida ?" de 1944, Schrödinger reflete sobre sobre a relação de causa e efeito entre a DESORGANIZAÇÃO MICROSCÓPICA e a ORDEM MACROSCÓPICA (OU VICE-VERSA):
“O desdobramento de eventos no ciclo de vida de um organismo exibe uma admirável regularidade e ordem, sem comparação com qualquer coisa que encontramos na matéria inanimada. Descobrimos que esse ciclo é controlado por um grupo de átomos supremamente bem ordenado, que representa apenas uma fração muito pequena da soma total de átomos em toda a célula. Além disso, do ponto de vista que formulamos acerca do mecanismo de mutação, concluímos que basta o deslocamento de uns poucos átomos apenas dentro de grupo de “átomos dirigentes” da célula germinativa para fazer aparecer uma alteração bem definida nas características de larga escala do organismo.
Esses fatos são, por certo, o que de mais interessante a ciência revelou em nossos dias.”
O Equilíbrio Econômico Geral entre Oferta e Demanda estabelece que no PONTO DE EQUILÍBRIO a oferta satisfaz EXATAMENTE a demanda, "ceteris paribus" (considerando todas as demais variáveis constantes). O próprio "Equilíbrio de Nash" (John Nash Forbes Jr. - Nobel de Economia em 1994) estabelece que num jogo envolvendo 2 ou mais jogadores nenhum jogador tende a ganhar mudando sua estratégia unilateralmente. Vejo entropia econômica nisso: é como uma única pessoa achar que pode unilateralmente limpar toda a cidade de São Paulo-SP simplesmente porque só ela recicla o próprio lixo que produz. Um possível equilíbrio de Nash nesse exemplo seriam os produtores de lixo COOPERAREM na coleta e reciclagem do lixo produzido individualmente por cada um. Caso contrário, a entropia econômica positiva do macrossistema econômico se observa: caos e desordem.
Ainda, o "teorema de Coase" estabelece que "quando os custos de transação (negociação) são nulos e os indivíduos em conflito são claramente identificáveis, a melhor alocação dos recursos (maior resultado com o mínimo esforço) ocorre por meio da negociação privada (entre os indivíduos), INDEPENDENTEMENTE DA ATRIBUIÇÃO JURÍDICA DOS DIREITOS DE PROPRIEDADE (independentemente do que a lei ou o juiz diga a respeito de quem está "certo" e quem está "errado"). Veja que teorema de Coase é uma condicionante para limitar a natural entropia positiva dos microssistemas econômicos.
O Daniel Kahneman (Nobel de Economia em 2002), ao estabelecer que nas decisões econômicas os agentes econômicos são mais conservadores diante do medo da perda também mostra, de certo modo, um esforço para manter uma situação de "contenção" à tendência da entropia econômica positiva.
Milton Friedman (Nobel de Economia em 1976), ao defender o consumo e o neoliberalismo, observou que na distribuição geral do bem estar a iniciativa privada é muito mais "eficiente" que o Estado (concordo em gênero, número e grau). Uma frase clássica de Friedman que resume essa idéia é: "OS GOVERNOS NUNCA APRENDEM. SOMENTE AS PESSOAS APRENDEM".
Logo, nesse contexto, PENSANDO a eficiência em termos de "entropia econômica" - que seria nada mais do que um afastamento natural do "ótimo de pareto" (que é a melhor utilização possível de um agente econômico de um determinado tipo de recurso material) -, concluí-se que todo sistema econômico tende a se afastar naturalmente do "ótimo de pareto" (Eficiência à Pareto), e é precisamente a RACIONALIDADE HUMANA que, GASTANDO ENERGIA E RECURSOS MATERIAIS e ECONÔMICOS, cria o "Eficiência à Pareto". Um boteco, uma multinacional ou um Estado mal administrado está sujeito à força positiva da entropia econômica: o gelo tende a derreter (e não produzir mais gelo) da mesma forma que 100 dólares tendem a desaparecer no mercado (e não produzir mais riqueza e bem estar individual e/ou geral). É o gasto de energia e recursos que mantêm e produz mais gelo, da mesma forma que é o gasto de energia e recursos que faz 100 dólares e manter 100 dólares ou produzir mais 100, 1000, 10.000 dólares.
Nesse contexto, a lei jurídica é útil na medida em que em alguns casos pode estabelecer fundamentos morais para a contenção da natural entropia econômica positiva.
Talvez, de um jeito mais fácil de compreender: num boteco, é preciso o gasto de energia e recursos (com conhecimentos, pessoas e aplicação de regras) para que externalidades como familiares e parentes e amigos não consumam de graça, para que o controle e contabilidade se faça de forma tecnológica e mais precisa possível (essas coisas não vão acontecer sozinhas: é a entropia econômica positiva).
Eficiência: controle da desorganização natural de um sistema econômico (afastamento da Eficiência à Pareto) pela aplicação EMPÍRICA E RACIONAL de energia e recursos. Por essa abordagem, fica também claro que o CUSTO MÍNIMO E O RESULTADO MÁXIMO NÃO É SINÔNIMO DE EFICIÊNCIA, SE NÃO ATACA A DESORGANIZAÇÃO, A DESORDEM. Eficiência é a diminuição da desorganização de um sistema econômico, sendo que a desorganização é a perda irreversível de recursos econômicos. Logo, eficiência econômica é a diminuição da perda irreversível de recursos econômicos, não tendo necessariamente relação direta com a diminuição de custos e maximização de resultados: maximizar custos ou diminuir resultados pode não diminuir a perda irreversível de recursos econômicos num determinado contexto e/ou lapso temporal (é o que ocorre em "ajustes fiscais" do Estado ou em Investimentos gerenciais, operacionais e/ou tecnológicos em Empresas: se gasta recurso (e se aumenta o custo) para não se obter nenhum resultado... é a diminuição da entropia (desorganização) do sistema econômico considerado). Em particular: lucrar é é conseguir estar um (ou mais) "passos" na frente da entropia econômica.
A "máquina de Carnot" é uma máquina ideal que utiliza calor pra realizar trabalho, e pelo "teorema de Carnot" não há máquina térmica mais eficiente que a máquina de Carnot. As melhores máquinas térmicas (motores) atuais podem talvez chegar a 25% de eficiência (25% de conversão de energia química em energia mecânica). Mesmo no contexto de Carnot, a idéia da eficiência como sintropia (oposto de entropia) funciona: deve existir um limite para a sintropia de um sistema econômico (conversão de soluções racionais em organização de um sistema econômico).
A desordem humana é a ordem do universo...
Eficiência é Sintropia.
Abraços.
Referências:
http://www.dicionarioinformal.com.br/efici%C3%AAncia/
http://www.fisica-interessante.com/fisica-termodinamica-entropia.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/Entropia
http://pt.wikipedia.org/wiki/Termodin%C3%A2mica
http://gazetadefisica.spf.pt/magazine/article/366/pdf
http://fig.if.usp.br/~oliveira/planck.pdf
http://pt.wikipedia.org/wiki/Terceira_lei_da_termodin%C3%A2mica
http://www.agsaw.com.br/tema38.htm
http://rizomas.net/cultura-escolar/material-didatico/biologia/192-o-que-e-vida-trechos-selecionados-de-schroedinger.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/Equil%C3%ADbrio_de_mercado
http://pt.wikipedia.org/wiki/Teoria_do_equil%C3%ADbrio_geral
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ceteris_paribus
http://pt.wikipedia.org/wiki/Equil%C3%ADbrio_de_Nash
http://pt.wikipedia.org/wiki/Teorema_de_Coase
http://pt.wikipedia.org/wiki/Daniel_Kahneman
http://pt.wikipedia.org/wiki/Milton_Friedman
http://www.libertarianismo.org/index.php/author/milton-friedman/
http://www.suapesquisa.com/quemfoi/milton_friedman.htm
http://pt.wikipedia.org/wiki/Efici%C3%AAncia_%C3%A0_Pareto
http://blogdaengenharia.com/fisicos-alemaes-projetam-o-motor-mais-eficiente-mundo/
quarta-feira, 6 de maio de 2015
Franchising (Franquias): agora o seu negócio vai hein !
Conversando
com uma colega empresária (que está pensando em oferecer ao mercado Franquia do
seu restaurante) no último final de semana, surgiu o assunto das Franquias.
As
Franquias no Brasil estão muito bem definidas na lei federal nº 8.955/94 (uma lei pequenininha... tranquila... sua sobrinha de 6 anos entende fácil...). De acordo
com a lei federal nº 8.955/94, a Franquia Empresarial é:
"o sistema pelo qual um franqueador cede ao
franqueado o direito de uso de marca ou patente, associado ao direito de
distribuição exclusiva ou semi-exclusiva de produtos ou serviços e,
eventualmente, também ao direito de uso de tecnologia de implantação e
administração de negócio ou sistema operacional desenvolvidos ou detidos pelo
franqueador, mediante remuneração direta ou indireta, sem que, no entanto,
fique caracterizado vínculo empregatício" (artigo 2º).
O franqueador (empresário dono da Marca) interessado em oferecer Franquia da sua Marca ao mercado e investidores em geral deve oferecer ao investidor interessado CIRCULAR DE OFERTA DE FRANQUIA (COF), que deve ser escrita (não pode ser verbal).
O franqueador (empresário dono da Marca) interessado em oferecer Franquia da sua Marca ao mercado e investidores em geral deve oferecer ao investidor interessado CIRCULAR DE OFERTA DE FRANQUIA (COF), que deve ser escrita (não pode ser verbal).
A COF (Circular
de Oferta de Franquia) deve conter OBRIGATORIAMENTE (artigo 3º da lei
8.955/94):
I - histórico resumido, forma societária e nome completo ou razão
social do franqueador e de todas as empresas a que esteja diretamente ligado,
bem como os respectivos nomes de fantasia e endereços;
II - balanços e demonstrações financeiras da empresa franqueadora
relativos aos dois últimos exercícios;
III - indicação precisa de todas as pendências judiciais em que
estejam envolvidos o franqueador, as empresas controladoras e titulares de
marcas, patentes e direitos autorais relativos à operação, e seus
subfranqueadores, questionando especificamente o sistema da franquia ou que
possam diretamente vir a impossibilitar o funcionamento da franquia;
IV - descrição detalhada da franquia, descrição geral do negócio e
das atividades que serão desempenhadas pelo franqueado;
V - perfil do franqueado ideal no que se refere a experiência
anterior, nível de escolaridade e outras características que deve ter,
obrigatória ou preferencialmente;
VI - requisitos quanto ao envolvimento direto do franqueado na
operação e na administração do negócio;
VII - especificações quanto ao:
a) total estimado do investimento inicial necessário à aquisição,
implantação e entrada em operação da franquia;
b) valor da taxa inicial de filiação ou taxa de franquia e de
caução; e
c) valor estimado das instalações, equipamentos e do estoque
inicial e suas condições de pagamento;
VIII - informações claras quanto a taxas periódicas e outros
valores a serem pagos pelo franqueado ao franqueador ou a terceiros por este
indicados, detalhando as respectivas bases de cálculo e o que as mesmas
remuneram ou o fim a que se destinam, indicando, especificamente, o seguinte:
a) remuneração periódica pelo uso do sistema, da marca ou em troca
dos serviços efetivamente prestados pelo franqueador ao franqueado (royalties);
b) aluguel de equipamentos ou ponto comercial;
c) taxa de publicidade ou semelhante;
d) seguro mínimo; e
e) outros valores devidos ao franqueador ou a terceiros que a ele
sejam ligados;
IX - relação completa de todos os franqueados, subfranqueados e
subfranqueadores da rede, bem como dos que se desligaram nos últimos doze
meses, com nome, endereço e telefone;
X - em relação ao território, deve ser especificado o seguinte:
a) se é garantida ao franqueado exclusividade ou preferência sobre
determinado território de atuação e, caso positivo, em que condições o faz; e
b) possibilidade de o franqueado realizar vendas ou prestar
serviços fora de seu território ou realizar exportações;
XI - informações claras e detalhadas quanto à obrigação do
franqueado de adquirir quaisquer bens, serviços ou insumos necessários à
implantação, operação ou administração de sua franquia, apenas de fornecedores
indicados e aprovados pelo franqueador, oferecendo ao franqueado relação
completa desses fornecedores;
XII - indicação do que é efetivamente oferecido ao franqueado pelo
franqueador, no que se refere a:
a) supervisão de rede;
b) serviços de orientação e outros prestados ao franqueado;
c) treinamento do franqueado, especificando duração, conteúdo e
custos;
d) treinamento dos funcionários do franqueado;
e) manuais de franquia;
f) auxílio na análise e escolha do ponto onde será instalada a
franquia; e
g) layout e padrões arquitetônicos nas instalações do franqueado;
XIII - situação perante o Instituto Nacional de Propriedade
Industrial - (INPI) das marcas ou patentes cujo uso estará sendo autorizado
pelo franqueador;
XIV - situação do franqueado, após a expiração do contrato de
franquia, em relação a:
a) know how ou segredo de indústria a que venha a ter acesso em
função da franquia; e
b) implantação de atividade concorrente da atividade do
franqueador;
XV - modelo do contrato-padrão e, se for o caso, também do
pré-contrato-padrão de franquia adotado pelo franqueador, com texto completo,
inclusive dos respectivos anexos e prazo de validade.
Para os fins da lei 8.955/94, o termo
franqueador, quando utilizado em qualquer de seus dispositivos, serve também
para designar o subfranqueador, da mesma forma que as disposições que se
refiram ao franqueado aplicam-se ao subfranqueado (artigo 9º).
Existia ainda um "artigo 5º" na lei
federal 8.955/94, mas foi VETADO pelo então Presidente Itamar Franco. O artigo
5º vetado dizia que o franqueado poderia deduzir as despesas de Royalties
(aluguel da Marca, Publicidade) na Declaração anual do Imposto de Renda. A
justificativa do veto foi que o artigo 71 da lei federal nº 4.506/64 já autorizava essa
dedução, e portanto o artigo seria redundante.
Enfim... a Associação Brasileira de Franchising
(site abaixo) traz várias informações sobre o mundo das Franquias. Assim,
segundo a ABF, as principais informações no ramo das Franquias são:
1) Seguimento:
1.1) Acessórios Pessoais, Calçados e
Tênis,
1.2) Alimentação,
1.3) Bebidas, Cafés, doces, Salgados e
Sorvetes,
1.4) Beleza, Saúde, Farmácias e Produtos
Naturais,
1.5) Bijuterias, Joias e Óculos,
1.6) Comunicação, Informática e
Eletrônicos,
1.7) Construção e Imobiliárias,
1.8) Cosméticos e Perfumaria,
1.9) Educação e Treinamento
1.10) Entretenimento, Brinquedos e Lazer,
1.11) Escolas de Idiomas,
1.12) Estética, Medicina e Odontologia,
1.13) Hotelaria e Turismo,
1.14) Lavanderia, Limpeza e Conservação,
1.15) Móveis, Decoração e Presentes,
1.16) Negócios, Serviços e Conveniência,
1.17) Vestuário.
2) Investimento:
2.1) até R$ 25.000,
2.2) de R$ 25.001 até R$ 50.000,
2.3) de R$ 50.001 até R$ 100.000,
2.4) de R$ 100.001 até R$ 200.000,
2.5) de R$ 200.001 até R$ 300.000,
2.6) de R$ 300.001 até R$ 400.000,
2.7) de R$ 400.001 até R$ 500.000,
2.8) de R$ 500.001 até R$ 750.000,
2.9) acima de R$ 750.001.
3) Área (m²):
3.1) até 10 m²,
3.2) de 11 a 25 m²,
3.3) de 26 a 50 m²,
3.4) de 51 a 100 m²,
3.5) de 101 a 200 m²,
3.6) de 201 a 500 m²,
3.7) de 501 a 1000 m²,
3.8) acima de 1001 m².
4) Faturamento Médio:
4.1) até R$ 10.000/ mês.
4.2) de R$ 20.000/mês a R$ 30.000/mês.
4.3) acima de R$ 150.001/mês.
5) Tempo de Retorno:
5.1) até 6 meses,
5.2) de 7 a 12 meses,
5.3) de 13 a 24 meses,
5.4) de 25 a 36 meses,
5.5) de 37 a 48 meses,
5.6) acima de 49 meses.
6) Total de Unidades da Marca:
6.1) até 2,
6.2) de 21 a 25,
6.3) de 36 a 50,
6.4) de 76 a 150,
6.5) de 151 a 400,
6.6) acima de 401.
7) Franquias com Selo de Excelência.
8) Microfranquias.
9) Localização (Estado sede): somente os
Estados do Acre, Roraima, Amapá e Tocantins não possuem Franquia Brasileiras
(Marcas brasileiras) com sede própria no Brasil.
Contam os sabidos que o Franchising surgiu nos
EUA( (onde mais né ?...) em 1862, com a empresa de máquinas de costura
"I.M Singer & Co.", que concedia o uso da marca e comércio
de produtos para comerciantes. O "boom" das Franquias coincidiu com o
"baby boom" pós-Segunda Guerra Mundial, e inúmeras franquias "povoaram"
a Terra: é óbvio que é simultaneamente uma forma de dominação e controle
político-econômico (para os EUA diante do mundo) e talvez o modo mais eficiente
de ampliar negócios e lucros em outros pontos do território e do mundo. Em 1955
os EUA abriram a primeira Franquia do Macdonald´s. Não por coincidência (por
trazer escolas de inglês para os "índios), os pioneiros em Franchising na
terrinha tupiniquim foram os caras do Yázigi e CCAA. Os
"doutrinadores" da Franquia falam em "6 Gerações" do
Franchising: 1) Marcas e Produto (simples distribuição de produtos), 2)
Traditional Franchises, 3) Business Format Franchises, 4) Rede a Aprendizado
Contínuo, 5) Franquias Sociais, 6) Franquias Ligadas à Conscientização e
Sustentabilidade (redes de marketing e outros parceiros). Na verdade, essa
classificação tem como objeto o grau de vinculação jurídica e econômica do
franqueado ao franqueador.
As maiores franquias do mundo são:
10) DIA SUPERMERCADOS - ESPANHA (2000 UNIDADES).
9) DUNKIN´ DONUTS - EUA (10.800 UNIDADES).
8) WYNDHAM HOTEL GROUP - EUA (7400 UNIDADES).
7) GNC LIVE WELL - EUA (6150 UNIDADES).
6) PIZZA HUT - EUA (14.360 UNIDADES).
5) 7 ELEVEN - EUA (51.000 UNIDADES).
4) BURGER KING - EUA (13.260 UNIDADES).
3) KFC - EUA (18.200 UNIDADES)
2) McDONALD´S - EUA (34.925 UNIDADES).
1) SUBWAY - EUA (40.760 UNIDADES).
Como se observa, vemos a supremacia de Uganda nas Franquias mundiais... brincadeira... só pra descontrair um pouco... lógico que são os EUA (o berço da Franquia no mundo) os líderes do assunto (Franchising).
As maiores Franquias do Brasil são:
1) O BOTICÁRIO (3.691 UNIDADES).
2) COLCHÕES ORTOBOM (1.783 UNIDADES)
3) McDONALD´S (1.646 UNIDADES).
4) KUMON (1.565 UNIDADES).
5) CACAU SHOW (1.454 UNIDADES).
6) SUBWAY (1.389 UNIDADES).
7) AM PM Mini Market (1.377 UNIDADES).
8) WIZARD IDIOMAS (1.186 UNIDADES).
9) L´ACQUA DI FIORI (1.166 UNIDADES).
10) BOB´S (1.085 UNIDADES).
Para avaliar a força das Franquias são consideradas variáveis como número de unidades, receita de vendas, estabilidade, crescimento no mercado internacional, tempo de operação e expansão do mercado.
Um elemento fundamental para o empresário ou empresária que quer fazer do seu negócio uma Franquia é a "formatação" da empresa. O que é isso ? Basicamente, a "formatação" é a padronização dos processos e procedimentos administrativos e operacionais da empresa (do negócio), de tal modo que uma Franquia em Manaus de uma Empresa com sede em Porto Alegre seja absolutamente idêntica: é o que notamos em qualquer Franquia. Se você viajar para o interior da China, e ficar na dúvida entre comer barata ou escorpião, você SABE que o "BigMac" é o mesmo que você compra em São Paulo-SP: essa é a filosofia da Franquia. Logo, para formatar sua empresa para ofertar uma Franquia ao Mercado é fundamental controlar e monitorar os processos administrativos e operacionais da sua empresa de modo que nada (ou pouquíssima coisa) fique ao acaso ou sujeita a uma solução casual (caso a caso). Por exemplo, em pequenas empresas familiares é muito comum o sujeito "faz tudo" (como se ninguém mais pudesse ou soubesse fazer melhor o que ele(a) faz...), além de membros da família ocuparem "naturalmente" cargos de "Gerente Geral", "Diretor de Transportes", "Gerente Financeiro", etc. Gente... gente... gente... não é assim tá. A formatação é um processo racional e científico: o investidor interessado na sua Franquia vai querer saber de números, rentabilidade, um abraço e tchau ! O investidor vai querer saber principalmente quanto ele precisa investir, em quanto tempo ele terá o retorno do investimento, quantos funcionários (contratados CLT (+ GPS e FGTS) ) ele vai precisar contratar, qual é a taxa de Franquia (publicidade, aluguel da marca, Royalties, etc.),QUAL É O LUCRO LÍQUIDO, como são resolvidas as questões rotineiras contábeis e/ou jurídicas, etc. Caso contrário, ele põe o dinheiro dele em outra Franquia, deixa o dinheiro no banco, investe em ações, títulos da dívida pública, ou compra um terreno ou apartamento, sei lá... mas não vai investir em você (na sua Franquia) e sua empresa administrada pelos seus parentes "faz tudo" desorganizados. As variáveis naturais da formatação são: 1) LOGÍSTICA (como as coisas vão e vem do franqueador ao franqueado, e vice-versa), 2) FINANCEIRO (como o dinheiro e renda são administrados de forma rigorosa), 3) CONTÁBIL/JURÍDICO (como as questões tributárias, legais e litigiosas são PRÉ-equacionadas), 4) RECURSO HUMANOS (como as pessoas são constantemente avaliadas e treinadas), 5) PRODUÇÃO (como ocorre o controle da Produção: um bom parâmetro é obter o ISO se possível), 6) PUBLICIDADE (como, quando e quanto é investido em publicidade). Naturalmente, ao pensar sério nessas coisas você vai perceber muitas vezes que a sua mãe, o seu irmão, o seu filho dentre outros amigos e parentes podem não ser necessariamente os parceiros e/ou sócios adequados para formatar a sua Empresa e fazer a sua Franquia crescer.
Mas se você acha que formatar uma Franquia é demais pra você... pense em ser um franqueado... tem milhares de Franquias por aí pra você estudar, e se divertir.
Valeu !
Mas se você acha que formatar uma Franquia é demais pra você... pense em ser um franqueado... tem milhares de Franquias por aí pra você estudar, e se divertir.
Valeu !
Referências:
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8955.htm
http://mundodofranchising.blogspot.com.br/p/evolucao-do-sistema-de-franchising.html
http://www.portaldofranchising.com.br/
https://www.sebraemg.com.br/atendimento/bibliotecadigital/documento/Texto/Modelo-de-contrato-de-franquia
http://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/A-Circular-de-Oferta-de-Franquia
http://rede.natura.net/html/cof/cof_vigente.pdf
http://pt.wikipedia.org/wiki/Franquia
http://top10mais.org/top-10-maiores-franquias-mundo/
http://top10mais.org/top-10-maiores-redes-de-franquias-do-brasil/
http://top10mais.org/top-10-maiores-franquias-mundo/
http://top10mais.org/top-10-maiores-redes-de-franquias-do-brasil/
http://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/Passo-a-passo-para-a-formata%C3%A7%C3%A3o-de-franquias
http://www.mdsfranchising.com.br/formatacao-franquias.html
http://www.mdsfranchising.com.br/formatacao-franquias.html
sábado, 25 de abril de 2015
Private Equity: ou os Illuminati estão aqui, ou não existe Illuminati.
Os Fundos Privados têm crescido e rendido muito no Brasil e no mundo. Nos EUA, um Private Equity que tem se destacado (muito) é o Providence Equity Partners, cujo fundador é o bilionário da ramo da publicidade Jonathan M. Nelson. O maior Fundo Privado conhecido do mundo é o americano Blackstone, do qual o fundo brasileiro Pátria é sócio.
O Fundo brasileiro Pátria está engolindo as grandes empresas e indústrias em ascensão no Brasil: Anhanguera Educacional, Casa do Pão de Queijo e Drogasil são exemplos. É interessante notar que em muitos casos os cotistas (e até cotistas majoritários) são "family offices": fortunas pessoais de famílias.
O Pátria captou R$ 1,8 bilhão no final de 2014 com um de seus fundos. O Gávea, fundado por Armínio Fraga, tem captado mais que R$ 1 bilhão na transição 2014/2015. Em 2010/2011 a indústria da Private Equity no Brasil levantou mais de R$ 12 bilhões (média do faturamento bruto anual de todos os quase 12.000 cartórios extrajudiciais no Brasil). Estudos da KPMG mostram que os fundos não tem preferência por nenhum setor em particular: buscam rentabilidade e mais nada. Um estudo da KPMG mostra que a tendência de investimentos dos Fundos para 2015 é distribuída da seguinte forma: energias renováveis 21%, Agronegócio, TI e Infraestrutura 18%, Saúde, Medicina e Estética 15%, Indústria e Serviços 13%, EDUCAÇÃO 12%, Shopping Centers e Varejo 10%, Construção Civil 9%, Transportes 7%, Turismo 6% e Mineração 4%. Ainda segundo a KPMG, de 2011 a 2013 houve crescimento de 58% do capital comprometido dos Private Equity no Brasil. O capital ESTRANGEIRO nos Private Equity tem crescido: em 2011, 54% era estrangeiro, e em 2013, 60% era capital estrangeiro. Ainda, em 2013, do total de capital comprometido com os Private Equity, R$ 14 bilhões eram de Fundos de Pensão Brasileiros, R$ 7 bilhões de outros investidores nacionais, R$ 8 bilhões de PESSOAS FÍSICAS (Family Offices), R$ 18 bilhões do próprio Fundo Gestor, R$ 31 bilhões de INVESTIDORES INSTITUCIONAIS INTERNACIONAIS, R$ 17 bilhões de Outros Investidores Nacionais, e R$ 5 bilhões DE OUTROS (genéricos...?). Ainda segundo a KPMG, em 2013, os setores que mais aplicaram nos Private Equity, foram, nessa ordem: 1) Próprio Fundo Gestor, 2) OUTROS (???), 3) FUNDOS DE PENSÃO NACIONAIS, 4) Investidores Internacionais, e 5) FAMILY OFFICES (pessoas físicas). A relação de Investimentos em Private Equity/PIB Brasil cresceu de 0,34% em 2012 para 0,37% em 2013. Considerando que essa relação nos EUA em 2013 foi de 1,02%, calcula-se (ou especula-se...) que o Brasil teria vocação para atrair uma média R$ 49 bilhões/ano a partir de 2013. Considerando os protestos e crise na Petrobras, esse número pode variar pra baixo (ou muito pra cima, dependendo da conjuntura internacional e os rumos das Bolsas de Valores e os caminhos das grandes fusões indicar a artificialidade da crise brasileira, orquestrada pelos grandes Fundos Privados mundiais + Shell/ Exxonmobil). Em 2013 os desinvestimentos (vendas de IPO´s e ações em Bolsa de Valores) chegou a 71%, frente a 46% em 2012. Em 2013 os desinvestimentos diminuíram 4%, mostrando a firmeza do Mercado de Private Equity. Em 2013, o valor do desinvestimento médio por empresa foi de R$ 74 milhões.
Os fundos americanos Carlyle (cotista da CVC e Tok&Stok, por exemplo) e Advent estão cheirando bons negócios no Brasil há algum tempo. Rumores indicam que o BTG quer captar R$ 1,5 bilhão em 2015 com um Fundo.
O Líder do PT na Câmara disse dia no 27/04/2015 que o pacote do governo para infraestrutura pode chegar a R$ 150 bilhões, o que pode aquecer esse mercado, e a sede dos Fundos Privados pelas empresas que morderem esse dinheiro (talvez novas empresas... com o Avalanche e Efeito Dominó da Operação Lava-Jato).
Fontes:
http://www.nytimes.com/2015/04/26/business/the-firm-that-grew-too-fast.html?hpw&rref=business&action=click&pgtype=Homepage&module=well-region®ion=bottom-well&WT.nav=bottom-well&_r=1
http://www.kpmg.com/br/pt/estudos_analises/artigosepublicacoes/paginas/private-equity-brasil-2014.aspx
http://exame.abril.com.br/negocios/noticias/fundos-de-private-equity-devem-levantar-us-8-bilhoes
Monsters of Rock e Capitalismo amigo do peito.
Hoje e amanhã ocorre o Monster of Rock 2015 Brasil, no Anhembi em São Paulo: o único festival de nível internacional verdadeiramente de Rock (e suas infinitas sub-divisões) no Brasil. E o Rock in Rio (RIR) ? Bem... basta ver as entrevistas da Ivete Sangalo no e após o RIR, que se constata a perversão cultural pretendida pela família Medina: nada contra ou a favor de nenhum estilo musical em particular, mas a Ivete Sangalo não é Rock assim como o Slayer não é Axé (assim como a Apple não é empresinha de manutenção de computador ou o Usain Bolt não é um diabético barrigudo ou a Exxonmobil não é Posto de Gasolina de beira de estrada do interiorzão)... é somente bom senso, nada mais.
As edições de 1994, 1995, 1996 e 1998 do Monsters of Rock ocorreram com a injeção de muitos milhões de dólares da Gigante dos Eletrônicos Holandesa PHILIPS. E por qual razão ? Capitalismo, amigo do peito: em1998 a Philips vendeu a Polygram (uma das maiores gravadoras do mundo) para a empresa canadense Seagram Company (de propriedade da MCA Music Entertainment ), e a fusão da MCA e Polygram formou a UNIVERSAL MUSIC GROUP, a maior gravadora do mundo desde 2006. Somando-se a esse fato o crescimento da pirataria e o surgimento do google-youtube do final da década de 90 e anos 2000, a indústria fonográfica perdeu força, e hoje é monopolizada globalmente pela Universal Music Group. Ou seja: a Philips tirou a grana, e o Monsters acabou.
O Monster of Rock de 2013 foi realização da empresa XYZ LIVE, uma empresa de Consultoria e Publicidade (localizada num prédio da Avenida Brigadeiro Faria Lima, em São Paulo-SP), que trabalha também com captação de recursos de Lei de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), Patrocínio da SKY HDTV e Apoio do Jornal Estadão, Veja São Paulo e Rádio 89 FM. Ou seja: a grana agora veio da indústria da TV a cabo e dinheiro público (Rouanet).
Agora o Monster of Rock 2015 é Realização da empresa Mercury Concerts (que empresa é essa?), e Apoio da Rádio 89 FM e Prefeitura de São Paulo. Da onde veio a grana ? 99% de certeza que a grana tá saindo do governo federal (Lei Rouanet). Lógico... não se pode deixar de lembrar dos grandes capitalistas secundários, que são os que fazem a quermesse acontecer: Ozzy e demais amigos velhinhos. Nada mais CAPITALISTA que o METAL !!!
Nesse contexto e cenário, creio que fica mais fácil entender que é o crescimento mundial da Economia e o crescimento, interesse e conveniência de uma ou algumas multinacionais (decididas pelos seus CEO's especificamente) que determinam se é a década do Rock, do Pop, Eletrônico ou qualquer outra coisa.
À parte isso, uma multidão de manos de 40 anos de idade que moram com os pais verão hoje o Motörhead e amanhã o Yngwie (Usain Bolt) Malmsteen. Highway to hell.
As edições de 1994, 1995, 1996 e 1998 do Monsters of Rock ocorreram com a injeção de muitos milhões de dólares da Gigante dos Eletrônicos Holandesa PHILIPS. E por qual razão ? Capitalismo, amigo do peito: em1998 a Philips vendeu a Polygram (uma das maiores gravadoras do mundo) para a empresa canadense Seagram Company (de propriedade da MCA Music Entertainment ), e a fusão da MCA e Polygram formou a UNIVERSAL MUSIC GROUP, a maior gravadora do mundo desde 2006. Somando-se a esse fato o crescimento da pirataria e o surgimento do google-youtube do final da década de 90 e anos 2000, a indústria fonográfica perdeu força, e hoje é monopolizada globalmente pela Universal Music Group. Ou seja: a Philips tirou a grana, e o Monsters acabou.
O Monster of Rock de 2013 foi realização da empresa XYZ LIVE, uma empresa de Consultoria e Publicidade (localizada num prédio da Avenida Brigadeiro Faria Lima, em São Paulo-SP), que trabalha também com captação de recursos de Lei de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), Patrocínio da SKY HDTV e Apoio do Jornal Estadão, Veja São Paulo e Rádio 89 FM. Ou seja: a grana agora veio da indústria da TV a cabo e dinheiro público (Rouanet).
Agora o Monster of Rock 2015 é Realização da empresa Mercury Concerts (que empresa é essa?), e Apoio da Rádio 89 FM e Prefeitura de São Paulo. Da onde veio a grana ? 99% de certeza que a grana tá saindo do governo federal (Lei Rouanet). Lógico... não se pode deixar de lembrar dos grandes capitalistas secundários, que são os que fazem a quermesse acontecer: Ozzy e demais amigos velhinhos. Nada mais CAPITALISTA que o METAL !!!
Nesse contexto e cenário, creio que fica mais fácil entender que é o crescimento mundial da Economia e o crescimento, interesse e conveniência de uma ou algumas multinacionais (decididas pelos seus CEO's especificamente) que determinam se é a década do Rock, do Pop, Eletrônico ou qualquer outra coisa.
À parte isso, uma multidão de manos de 40 anos de idade que moram com os pais verão hoje o Motörhead e amanhã o Yngwie (Usain Bolt) Malmsteen. Highway to hell.
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